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21 Set
Ensino Fundamental II

Escritor Júlio Emílio Braz conversa com alunos

Ensino Fundamental II

A manhã de 20 de setembro foi especial. O Colégio Objetivo Indaiatuba recebeu o escritor Júlio Emílio Braz, que conversou com os alunos do Ensino Fundamental II. 

Júlio Emílio Braz já lançou 183 títulos. Em 1988, recebeu o Prêmio Jabuti pela publicação de seu primeiro livro infanto-juvenil: Saiguru. Dois anos mais tarde, escreveu roteiros para o programa Os Trapalhões, da TV Globo, além de algumas mininovelas para uma emissora de televisão do Paraguai. Em 1997, ganhou o Austrian Children Book Award, na Áustria, pela versão alemã do livro Crianças na escuridão (Kinder im Dulkern), e o Blue Cobra Award, no Swiss Institute for Children?s Book.

Várias obras do autor foram adotadas pela professora de Texto, Elizabeth Bicudo, para leitura do 6º ao 9º anos. Nesses livros, o escritor aborda temas sociais, como trabalho infantil, corrupção, drogas, sexualidade entre outros., afirma Júlio Emílio. 

O autor conversou com os alunos, deu autógrafos e tirou fotos. 

Confira a seguir a entrevista com Júlio Emílio Braz:

- Por que o sr. escolheu escrever livros que abordam temas sociais em seus livros voltado para jovens? 

"Quando eu comecei escrever, eu pesquisei e não havia muitos livros com temática social. E há tanta coisa interessante que acontece na adolescência, em torno do adolescente, então pensei em fazer algo diferente, vou falar sobre coisas que ninguém está falando no momento. Começaram a surgir livros com temas como ecologia, que foi o meu primeiro livro e o meu primeiro prêmio também, gravidez na adolescência, política. E comecei me apaixonar por essa temática. E os jovens têm maturidade para ler sobre esses assuntos."

- Como o sr. vê essa oportunidade de estar com seus leitores aqui no Colégio?

"Eu acho bacana! Porque apesar de todo o avanço tecnológico ainda há uma mítica do autor. Alguns me olham com assombro:  ?- Nossa ele escreveu mais de 100 livros!? Porque para alguns escrever até mesmo um bilhete é um parto. Eu gosto de dizer que a coisa mais poderosa que o homem  já inventou é a palavra. Você cria, transforma, atrai, seduz com o uso da palavra. É preciso revalorizar a palavra. Estamos num momento em que há pessoas que acreditam que a violência resolve tudo. Ao levar o meu trabalho, que é manipular as palavras, eu levo também a possibilidade que você pode tentar resolver as coisas usando a palavra, a argumentação. Talvez seja essa a grande função da literatura: mostrar como é importante a palavra.  

- Qual recado você deixa para os nossos alunos?

É um recado que eu tenho deixado sempre. Ler tem apenas um efeito colateral: as pessoas que são leitoras, que têm o hábito de ler, correm um risco muito sério de se tornarem inteligentes!